quarta-feira, 17 de agosto de 2016

23:58

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A ingenua Clarice, uma quase mulher(pode-se dizer adolescente ?), de cabelos pretos e longos, mas não tão longos assim, tímida, mas ao mesmo tempo corajosa. Percebe-se que há muita controvérsia em como descrever esta moça, mas é a partir dela que a história gira.
Depois de ter tido um dia totalmente atípico , onde nada que acontecera poderia ser aproveitado deste dia, cansada de seus deveres e tarefas do dia-a-dia, ela vai se deitar em sua cama, que era grande para ela, mas pequena para dois. Ela sentia vontade de deitar ali com alguém, mas não para fazer sexo ou algo assim, e sim ser abraçada de forma carinhosa, pode se dizer que a famosa "conchinha" viria a calhar para acalmar suas frustrações do dia. Cansada deste dia ela resolve ir dormir, cedo da noite ainda. Era 20:38, mas a falta de conteúdo de seus amigos e familiares nos últimos tempos andaram lhe fazendo a não querer ter este tipo de contato. A cama seria bem mais amigável com ela. Ela não percebera mas dormiu 3 minutos depois disso. Algumas horinhas de sono, logo então Clarice se acorda sozinha em seu quarto com a TV ligada. Tudo estava escuro. Seus familiares já haviam ido dormir, o que era bem peculiar, já que tinham a mania de dormir bem tarde. Era 23:49 quando se acordou. Ao ver algum tipo de filme ou programa, pois ela não sabia o que estava passando pela TV, Clarice encara a TV e entende ainda menos o que estava acontecendo, até que decide aumentar o volume da TV para melhorar seu entendimento que já não estava bom até aquele momento. Ao aumentar o volume, percebeu que as falas não faziam sentido algum e era como se fosse chuviscos com palavras/dizeres que um dia ela já tinha escutado em algum filme de terror classe B que ela havia assistido com um "namoradinho". Ela desdenhou do filme quando começou a ver pois era terror classe B. Afinal quem gosta destes filmes de terror B ? O rapaz a queria apenas para sexo, mas Clarice com sua ingenuidade continuou assistindo o filme e foi se interessando aos poucos. No inicio do filme dizia que era baseado em fatos reais, com fragmentos de videos reais sobre rituais realizados no centro-oeste brasileiro. Sim, o filme era brasileiro, o que causou desdenho no início e interesse, pois era realmente bem feito como é com maioria dos filmes brasileiros. Situado no centro-oeste do país o filme mostrava a fuga de um caminhoneiro que foi roubado enquanto parou no posto para reabastecer seu caminhão e seu estomago. Nisto este caminhoneiro conhece uma mulher terrível de feia, mas que estava disposta a fazer sexo com ele, e como ele era "cabra-macho", a esposa longe, e já estava de saco-cheio de escutar sertanejo, lá foi ele. Ao voltar para seu caminhão, o homem já não encontrara mais nem o caminhão, e nem ninguém mesmo. Apenas a escuridão. Literalmente escuridão, pois não havia energia elétrica naquele momento. Só restou ao homem correr até o meio da estrada e gritar - " PUTA QUE PARIUUUUUUU!". Nisso ele vê dois rapazes correndo no meio do mato e vai correndo até eles para perguntar se tinham visto alguém passar ali no posto/hotelzinho. Ao ver que esses dois rapazes , vestidos de branco, com um gorro vermelho que ia da cabeça até o pescoço não parariam e estavam muito sinistros, o homem decide voltar pois viu que algo não estava certo, mas como a vida não decidiu ajudar ao homem, ele percebe que se perdeu, e cai num barranco gigantesco. Ele não rola tanto ao cair,e ao terminar sua queda, olha pra cima e ve que não tem como voltar para estrada. Agora com medo e com o braço dolorido, o homem não tem escolha a não ser andar pelo vale da escuridão. Depois de andar vários metros, o homem encontra os dois rapazes do qual queria infirmação antes envoltos em algum tipo de bacia/panelão gigante. Não gigante exagerado, mas um gigante acima do normal. Sua cara acusava que ele nunca tinha visto aquilo. Dentro desta bacia não havia nada, e com algumas palavras que ao seu ver eram as mesmas que o pastor dizia quando os anjos se comunicavam, começam a gritar tão alto que parece que suas cabeças iam explodir. Para piorar ainda o coração do homem, um liquido viscoso e vermelho começa a sair de dentro da panela, como se fosse derramado só que ao contrário, e nisso o rapaz que estava com Clarice a puxa para beijar e não deixa ela terminar de ver o filme e seu desfecho. Por não ter pegado o nome do filme de início e ter achado a ação do rapaz que estava com ela tão odiosa ela não foi perguntar para ele para saciar sua sede curiosidade. Clarice depois de lembrar que as palavras que estavam aparecendo em sua TV com aspecto de estarem sendo ditas e escritas ao contrário, se lembra que o filme dizia ter sido inspirado em contos reais, o que lhe faz pensar mais sobre o que estava acontecendo. O brilho da TV ficava mais forte e mais fraco. Era um oscilação constante que a deixava confusa e vidrada ao mesmo tempo. 23:57 e então aquilo tinha acabado , Clarice levanta de sua cama um pouco assustada, mas lutando com seus próprios pensamentos pois aquilo não existia, era a vida real. Nada disso existe. Neste momento Clarice lembrou que no filme que tinha assistido que passava rapidamente frames com um som esquisito e a imagem de um rosto. Era de um disco famoso da Gloria Jones. Como o frame era rápido era difícil perceber que a capa de um disco.
Capa do disco
Mas era tarde demais, Clarice caminhava por sua casa no escuro e seus pensamentos a levavam para a capa do disco mais e mais e mais mais, até ela parar no meio do caminho e procurar o interruptor para acender a luz, ou qualquer coisa que lhe desse visão. Clarice lembrou que nunca a sua casa tinha estado tão escura quanto aquele dia. Os outros cômodos estavam em breu total. Seus familiares aparentemente não estavam em casa. O que era estranho. Era terça feira. Não pera. Clarice olhou seu calendário de parede e depois checou em seu celular e era na verdade Sábado. Clarice apavorada percebe que o tempo não passou desde que saiu de sua cama mas não entendia como poderia ser Sábado. Clarice nervosa se dirige a sua geladeira e toma um pouco de cerveja, pois a situação não estava muito boa não, e que também não tinha suco e a água estava com gosto ruim ultimamente. Nisto Clarice escuta uma batidinha bem leve em sua porta e um som de piano vindo de cima. Clarice pensou que poderia ser, sei lá. Ela estava confusa, não sabia para quem recorrer, não sabia o que fazer. Ela estava sozinha. Não podia acreditar que era Sábado. Não entendia como tinha dormido tanto, ou que não fazia sentido ela estar naquele dia, pois ela tinha aula todos os dias. Ficou imaginando que não fazia sentido, pois alguém a teria acordado. Simplesmente não fazia sentido. Foi então com a lanterna de seu celular, a qual ela havia esquecido de ligar antes devido ao pavor da capa do disco que lhe atordoava a cabeça. Clarice não foi capaz de olhar quem era no olho magico pois era muito baixinha, e então abriu a porta e se deparou com um corredor vazio. Aparentemente estava mais escuro que sua própria casa. A luz que ela havia acendido anteriormente refletia um pouco no corredor. Por causa de sua demora a pessoa que bateu havia desistido e voltado de onde veio. Percebendo aquele pequeno feixe de luz, essa pessoa voltou logo quando Clarice estava quase fechando a porta, e então a pessoa bateu novamente. Com o breu danado que estava, Clarice teve sua visão um pouco avariada, e ficou encarando o breu de seu corredor, até que sua visão voltou ao normal, e então viu que era sua vizinha. Ela não tinha muita conexão com essa vizinha. Era mais uma coisa de "Oi.Tchau". A sua vizinha também estava assustada com a situação. Perguntou que dia era para Clarice. Ela não sabia o que responder. Não sabia se dizia Sábado ou terça. E então sua vizinha responde primeiro - "Domingo, não ? "
Clarice se apavora mais ainda, pois como pode pra ela ser um dia e pra outra outro ?
Clarice então perguntou o que havia acontecido para sua vizinha, e era idêntica a experiencia que estava vivendo. Clarice se vê incomodada de não saber o nome dela e então pergunta enquanto abre a porta de sua casa para ela entrar e então as duas puderem saber o que estava acontecendo juntas. Enfim seu é Mastema. Clarice acha aquilo bem diferente, pois é um nome que ela nunca tinha escutado antes. O momento era importuno para peguntar a origem do nome. Finalmente parece que o tempo passou. Era 23:58. Ainda sem entender porque o tempo não estava passando, Clarice perguntou o horário para Mastema e apontava o mesmo. Descartando uma possível má-função em seu celular. A situação parece piorar mais ainda, pois como o tempo não estava passando ?
O interfone de seu apartamento logo toca atrapalhando seu raciocínio. Clarice atende rapidamente, pois pode ser sua família. Quem sabe ?
Não era. Eram seus amigos. Aparentemente bêbados, eles pedem para subir. Clarice abre sem pensar duas vezes. Seria ótimo para ela estar na companhia de mais pessoas, e seus familiares não estavam. Rapidamente eles já batem a sua porta. Mastema sumiu. Clarice vai atender e se preocupar com isso depois. Ela queria rostos familiares. depois de entrarem, seus cinco amigos , Mastema aparece. Todos seus amigos ficam boquiabertos com tamanha beleza. Morena, alta, seios fartos, até pra idade que aparentava ter, pequena cicatriz sobre a bochecha, o que a deixava com um ar muito mais maduro, e olhos cor violeta. Clarice nunca havia prestado atenção em Mastema, por isso não ficou boquiaberto com nada dela. Achou apenas mais uma, como tantas outras. Seus amigos, Rafael de cabelo enrolado e um pouco dourado, sua amiga Kelly, ruiva de sobrancelhas pretas(Sim. De farmácia), Michel de olhos azuis, careca e fortinho(muito similar á um skinhead white power), Junior, corpo atlético, pois fazia natação,sorriso colgate e olhos castanhos-mel,e por fim Sara,franzina, usa óculos, cabelos curtos ,baixinha, e se vestia de maneira peculiar. Mas naquele dia todos os amigos de Clarice haviam algo em comum. Aparentemente, vieram de um bar, e neste bar estavam distribuindo pinturas temáticas. Era sábado. Dia de promoção do chopp eles diziam. A pintura não era nada demais. Era inspirada nos replicantes do filme Blade Runner. Olhos pintados de preto.
Todos se encantaram com Mastema. Todos perguntaram porque Clarice sumiu a semana toda. Confusa ela explicou o que havia acontecido, e eles por estarem bêbados não levaram muito a serio.
Eventualmente todos checaram seus celulares e viram que a hora realmente não passava. 23:58 era o que estava marcando. Sara achou estranho. Os outros acharam engraçado e começaram a dizer que conspiração do bug do milênio e que tudo não passava de farsa. Depois de se enturmarem um pouco com Mastema, todos se sentem bem, inclusive Clarice que estava toda tensa. Uma mini festa estava acontecendo ali, e ela se esqueceu de seus problemas e do que estava acontecendo. Depois de muita bebida entrar, todos percebem que Mastema não estava bebendo. Michel com seu ar um pouco autoritário, levantou o copo e disse  -" BEBE! BEBE! BEBE! BEBE! BEBE!"
Até que todos então gritam, -" MASTEMA ! MASTEMA! MASTEMA! .
BUM! As luzes se apagam. O breu volta. Todos se calam. Um se abraça no outro. O pavor come solto. Ninguem se meche e espera a luz voltar. 15 segundos depois, a luz liga. Em meia fase. Com piscadas a cada 2 segundos. Todos olham para cima e veem uma trilha de sangue pelo teto. Quadros agora decoram a parede. Os quadros são pretos com dedos com unhas gigantes apontando para cima , como se apontasse seus olhares para a trilha de sangue feita no teto. Sedentos de curiosidade, medo e falta do que fazer já que não havia outra alternativa. Todos queriam saber o que estava acontecendo. Enfim todos seguem a trilha, e chegam a sala. Com palavras como Samael, Mastema, Nija, Mantus escritas em preto na parede, o teto da sala continha um enorme cruz diferente no teto feita em preto e vermelho.
Mastema não estava junto deles. A TV de Clarice se liga. Mastema está lá. Encarando a todos pela TV e descabelada.A iluminação da TV deixou seus olhos vermelhos. Dizendo coisas ao contrário -".onrefnI oD .ametsaM uoS !meratrebil em rop odagirbO
Mastema Repete a mesma frase mais três vezes. Começa a tocar uma música e Mastema se balança como se estivesse dançando com a morte. Zou Bisou Bisou tocava e repetia sem parar. Clarice sem saber o que fazer tenta ligar para alguém de seu celular.
Sem sinal ele acusava. Até que pegou um pouco de sinal. Um pauzinho apenas. Clarice foi andando pela casa enquanto seus amigos estavam parados como se estivessem em um transe completo com Zou Bisou e Mastema dançando. Não havia efeito em lhes chamar. Clarice então caçando um sinal para seu celular e finalmente chamar ajuda, caminha por um longo corredor que nunca havia visto ou percebido em sua casa. Era tudo confuso até o momento. Clarice enquanto caminha pelo corredor em busca de sinal , consegue aos poucos. No fim do corredor ela consegue sinal total. Ela tenta ligar para sua mãe enquanto fica de costas para o corredor. Ao conseguir ligar para mãe, a ligação fica estranha. Apenas um barulho de vento é ouvido pela linha. Clarice ligou mais 3 vezes. A ligação era atendida rapidamente e com o mesmo barulho de vento. Clarice tentou mais uma vez e tocou Zou Bisou. Nisso ela perdeu o sinal. Um homem aparece em suas costas. Cabelo branco curto, cavanhaque branco, terno preto e gravata vermelha. Clarice não sabe o que fazer. Num surto de panico ela se desliga e simplesmente escuta o que o homem tem a lhe dizer. O homem pega a mão de Clarice e começa a conversar enquanto caminham. Ao pegar a mão dele os dois ficam de cabeça para baixo, ou seja, andando pelo teto. Ele começa dizendo -" Olá. Você viu minha filha, não viu ? Ela Estava aqui. Vim assim que gritaram o nome dela. Mastema. Sim. Linda ela, não é ? Mas não vim por ela. Vim por ti. Sei que anda passando por dificuldades na vida, por isso Mastema te escolheu. Pois eu posso te ajudar. Eu sou teu haisseM. Não percebe o quanto a vida está tão fodida ? O quanto de violência ? Caramba. Já tivemos duas guerras mundiais. Fria. Coréia. e incontáveis conflitos. Tu acha que eu quero a violência ? Claro que não. Quanto mais pessoas morrem, menos da minha salvação irão desfrutar. Eu não sei o que é morte. Não posso lhe dizer o que acontece depois. Mas quem se importa ? A vida é um grande filme. Depois que acaba é tela preta. Ninguem se importa. Não há cenas pós créditos. Nem suseJ sabe direito o que é a morte. Ele ficou lá no limbo por três dias. Ele não é nosso semelhante ? Porque os outros não ressuscitam que nem ele ? O grande hipócrita da questão não é eu. E sim ele. É um grande cagão.Esta é minha opinião. Me desculpe. Eu acho que saí um pouco da curva. Não era isso que eu queria te dizer ou mostrar. O que quero lhe dizer é que a humanidade está fodida e nem eu gosto do rumo que ela está tomando. Mas pessoas que nem tu que não tem posição, são as que mais me interessam. Deixe-me mostrar o meu ponto de vista."
Clarice e o homem caminham até a sua sala, ainda de cabeça pra baixo e o homem começa a falar apontando para seus amigos -" Vê eles? Estão apavorados. Porque o grande cara lá de cima não vem aqui e salva eles de mim ? Sabe por que ? Porque este poder quem tem é tu. Eu não ofereço á qualquer um este tipo de coisa. Não ache que aquelas coisas que as series de TV ou filmes passam. Tem que ter alguma certa conexão comigo. "
Clarice, pasma e com olhos cheios de lágrimas pergunta, -" Como assim ? O que tu tá falando ?"
O homem lhe explica -" Cara donzela. Quem disse que existe bruxa do bem, mentiu. Qualquer tipo de ritual ou sacrifício em nome de qualquer entidade vai para me fortalecer. Seus antepassados faziam muito disso para não passar fome. Oferendas á um deus, que era eu. Ao passar do tempo, a situação monetária foi melhorando para eles, e foram tendo filhos e com isso passando seus conhecimentos, e nisso tudo eles foram se aprofundando para conseguir mais e mais. A ganância e ambição foi crescendo, e era justamente o que eu mais aprecio na humanidade. Pois ambição te leva a lugares. Ah se leva. Nisso foram feitos várias e vários sacrifícios em troca de dinheiro, mulheres, homens. A sodomia rolava solta em sua família. Rituais eram feitos para ter mansões, acres, influência, ou até para ganhar uma aposta estupida que era feita com seus vizinhos. Mas sabe o que posso dizer sobre isso ? Era maravilhoso. Pois estavam aproveitando a vida. Só se tem uma. Então pra que desperdiçar esta oportunidade.Você vem de uma família que praticava magia negra á torto e a direito, por isso está tendo esta oportunidade comigo aqui agora. Está vendo seus amigos ali ? Eles eventualmente irão morrer nesta vida tediosa que terão. Eu posso ver o futuro deles sabia? Da franzina Sara. Será estrupada daqui uma semana. Entrará em depressão. Ganhará um filho de seu estuprador. Entrará para as drogas. Ficará uma mulher muito bonita e formosa, por isso terá muito sucesso na rua. Fará sexo por drogas e seu filho será usado como fetiche sexual por seus clientes. Morrerá em cima de uma cama junto ao seu filho. O carequinha ali, será confundido por causa de seu estilo por 5 jovens negros. Ficará com retardo mental e com a cara totalmente desfigurada e sua família cansará de cuidar e largará ele em um lar qualquer. Eu com certeza posso lhe dizer sobre os outros se tu quiseres."
Clarice grita -" CHEGAAAAAAA! "
Zou bisou tocando de fundo, e o homem continua a falar - " Meu amor. O seguinte. Tu tem aqui a chance de nunca mais ser a pessoa que és. Subestimada, derrotada, e um monte de adjetivos ruins. O que posso fazer é livrar isso tudo de ti. Estarás no topo do mundo, onde, desde que de forma ingenua e inconsciente querias estar. Livre seus amigos desta vida. Aliás, a senhorita tem escolha. É voltar a ter sua vida, que desculpe, um tanto patética, e acontecer tudo que previ com seus amigos, ou pode livra-los deste destino. É algo bem simples. Você não iria gostar que alguém tivesse a mesma atitude de salvar você, caso a situação fosse o contrário ? Não gostaria de ser salva? 
Clarice querendo que o homem pare de falar e com os olhos pesadíssimos, diz que sim. Que gostaria de salva-los deste destino terrível. Depois das palavras de Clarice, o homem sorri de forma maquiavélica e a música não é mais Zou Bisou. Troca para Crossroads Blues de Robert Johnson. Clarice fecha os olhos por um breve momento e abre lentamente, e a música vai sumindo de forma bem suave. Até que aberto os olhos por completo tudo voltou ao normal. Era terça feira 23:59. Clarice se acorda e tem uma semana maravilhosa. Não acreditava no que estava acontecendo. Achava que aquilo era só um pesadelo bem forte. Sua família enriqueceu devido á morte de um parente muito distante que todos haviam esquecido. Sua vida havia melhorado e muito. Clarice tinha tudo que queria. Era forte e independente agora. Todos a olhavam com ar de admiração. Um ano se passa. Terça feira, Clarice estava em uma balada com seus novos amigos. 23:57 e seu celular toca. Ela atende mas não consegue entender e vai para o banheiro então para conseguir ver o que é. Zou bisou toca na balada. Clarice não percebe. Ao finalmente conseguir atender o celular, a ligação cai. Clarice recebe um vídeo. Neste vídeo Robert Johnson toca. Era Crossroads Blues. Clarice de olhos virados matava todos de forma lenta e prazerosa. Com o sangue que jorrava, ela desenhava várias cruzes invertidas entre outros desenhos simbólicos e satanistas. No final havia uma mensagem dizendo - " Olá querida ! Aquilo tudo foi real. Fico muito feliz de estarmos juntos nesta empreitada. Aproveite bem a vida. Até o final dela. " Uma noticia surge em seu celular sinalizando que 5 jovens foram encontrados mortos e esquartejados num quartinho longe de onde Clarice morava. Aqueles 5 jovens eram seus amigos. A policia não conseguiu encontrar vestígios, pois os seus corpos foram severamente mutilados dificultando então qualquer tipo de investigação. Clarice chora ao ler, mas ao olhar espelho surge um sorrisinho maléfico. A luz apaga. Zou bisou para.
Por: Dhionatas Silveira


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